O museu é o mundo: intervenção na cidade e estranhamento do cotidiano nos fluxos urbanos Outros Idiomas

ID:
9424
Resumo:
Este trabalho propõe uma reflexão sobre intervenção artística na cidade. Problematiza a questão dos fixos e fluxos urbanos através do conceito de  estranhamento. A noção de estranhamento é deslocada da estética, reteorizada pela psicanálise e pelo turismo. O dispositivo teórico-analítico é o da análise do discurso que contempla a ideia de sujeito estruturado na linguagem e interpelado pela ideologia na desigualdade da sociedade de classes. O que se coloca na cidade não é o que é visto, mas como é visto, distanciando-se da concepção positivista que tenta fixar um significado para a linguagem/obra. É antagônico à ideia de turismo de massa espetacularizado e consumista. As bases teóricas que sustentam tais políticas públicas propõem a articulação, mesmo que tensas de experiências locais e globais entre moradores e visitantes. Opõe-se à produção de entretenimento artificial, só para turistas, busca ampliar o conceito de hospitalidade via heterogeneidade e desconstrução dos espaços urbanos.
Citação ABNT:
CAMPOS, L. J.O museu é o mundo: intervenção na cidade e estranhamento do cotidiano nos fluxos urbanos. Rosa dos Ventos - Turismo e Hospitalidade, v. 4, n. 4, p. 599-608, 2012.
Citação APA:
Campos, L. J.(2012). O museu é o mundo: intervenção na cidade e estranhamento do cotidiano nos fluxos urbanos. Rosa dos Ventos - Turismo e Hospitalidade, 4(4), 599-608.
Link Permanente:
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Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
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