Políticas e processos produtivos do artesanato brasileiro como atrativo de um turismo cultural Outros Idiomas

ID:
9772
Resumo:
Este artigo faz uma análise das transformações no processo produtivo do artesanato tradicional e de sua inserção na categoria de produção associada ao turismo cultural como patrimônio cultural imaterial, tendo sua imagem relacionada ao consumo consciente e a responsabilidade social. O artesanato passa por intervenções que visam à adequação aos parâmetros globais de qualidade e competitividade dos produtos construídos a partir da obtenção de certificados de origem e selos de qualidade. O artesão, por sua vez, perde cada vez mais a autonomia, característica central em sua produção e elemento essencial para que a tradição se perpetue ou seja reinventada, e é reduzido a um detentor de técnicas que precisam se adequar a um modelo mercadológico específico. O artesanato é cada vez mais dependente dos processos de criação da imagem, pois, como todos os produtos da sociedade pós-industrial, passa a ser consumido como experiência e não, propriamente, como produto. O artesão precisa sobreviver e, muitas vezes, tendo sua produção como principal fonte de renda, submete-se as exigências do mercado, sem perceber que nas entrelinhas do discurso de melhoria de suas condições de vida e da própria autoestima, encontra-se a alienação e a consequente expropriação de um saber.
Citação ABNT:
RAMOS, S. P.Políticas e processos produtivos do artesanato brasileiro como atrativo de um turismo cultural. Rosa dos Ventos - Turismo e Hospitalidade, v. 5, n. 1, p. 44-59, 2013.
Citação APA:
Ramos, S. P.(2013). Políticas e processos produtivos do artesanato brasileiro como atrativo de um turismo cultural. Rosa dos Ventos - Turismo e Hospitalidade, 5(1), 44-59.
Link Permanente:
http://www.spell.org.br/documentos/ver/9772/politicas-e-processos-produtivos-do-artesanato-brasileiro-como-atrativo-de-um-turismo-cultural/i/pt-br
Tipo de documento:
Artigo
Idioma:
Português
Referências:
Andrade, M. (2012). O artista e o artesão. Aula inaugural dos cursos de Filosofia e História da Arte da Universidade do Distrito Federal em 1938. Disponível em , acesso em 20 maio 2012.

Artesol. (2010). Unesco: Salvaguarda de Patrimônio Imaterial. Disponível em , acesso em 10/05/2012

Bauman, Z. (1999) Globalização. As consequências humanas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.

Bertero, J. F. (2009). Sobre a Sociedade Pós Industrial. In Anais do IV Colóquio de Comunicação da Unicamp. Disponível em http://www.unicamp.br/cemarx/ANAIS%20IV%20COLOQUIO/comunica%E7%F5es/GT3/gt3m2c4.pdf, acesso em 09/05/2012

Canclini, N. G . (1989). Las culturas populares en el capitalismo. México: Nueva Imagen.

Canclini, N. G. (1998). Consumidores e cidadãos. Rio de Janeiro: UFRJ.

Canclini, N. G. Culturas Híbridas: estratégias para entrar e sair da modernidade. 2ª ed. São Paulo: Edusp.

Freeman, C. S. (2010). Cadeia Produtiva da Economia do Artesanato – desafios para o seu desenvolvimento sustentável. Monografia apresentada ao Programa de Estudos Culturais e Sociais da Universidade Candido Mendes Lato Senso MBA em Gestão Cultural, Rio de Janeiro.

HOBSBAWM, E.; & Ranger, T. (1984). A invenção das Tradições. Rio de Janeiro: Paz e Terra.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. (IBGE) - CENSO 2010. Disponível em http://www.censo2010.ibge.gov.br/resultados_do_censo2010.php. Acesso em 20/11/2011.

Instituto Nacional de propriedade Industrial – INPI. (2012). Guia Básico Indicação Geográfica. Disponível em http://www.inpi.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=68& , acesso em 20 maio 2012.

Keller, P. (2011). Artesanato em Debate: Paulo Keller entrevista Ricardo Gomes Lima. In Revista de Pós Graduação em Ciências Sociais, v. 8 n. 15. São Luis, MA.

LAGES, V. (2007). Base Conceitual. In Sebrae. Termo de Referência para Atuação do Sistema Sebrae na Cultura e Entretenimento, Brasília.

Lima, R. (2010). Objetos: Percursos e Escritas Esculturais. São José dos Campos, SP: Centro de Estudos da Cultura Popular/ Fundação Cultural Cassiano Ricardo.

Ministério da Cultura. (2010). II Conferência Nacional de Cultura e Pré-conferências setoriais. Disponível em http://www.cfb.org.br/UserFiles/File/eventos/Oficio-Circ-001-DLLL-AnexoIII-Cadeia.pdf, acesso em 12 de outubro de 2012.

Ministério do Desenvolvimento da Indústria e do Comércio Exterior. Programa do Artesanato Brasileiro. Disponível em http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/interna.php?area=4&menu=2046 , acesso em 30/10/2012.

Ministério do Turismo. (2012). Regionalização do Turismo - Turismo Cultural. Disponível em http://www.turismo.gov.br/turismo/programas_acoes/regionalizacao_turismo/, acesso em 15 maio 2012.

Ministério do Turismo & Instituto Marca Brasil. (2010). Tour da Experiência. Disponível em http://www.turismo.gov.br/export/sites/default/turismo/o_ministerio/publicacoes/downloads_publicacoes/Estudo_de_Caso_Tour_Experiencia.pdf, acesso em 14/10/2012.

Ministério do Turismo & Serviço Brasileiro de Apoio as Micro e Pequenas Empresas. (2011). Manual para o Desenvolvimento e a Integração de Atividades Turísticas com foco na Produção Associada. Brasília.

Paz, O. (2006). O Uso e a Contemplação. In Revista Raiz: Cultura do Brasil, nº 3. São Paulo. Disponível em http://revistaraiz.uol.com.br/portal/index.php?option=com_content&task=view&id=102, acesso em 10 maio 2012.

Rede Artesol. (2012). Disponível em http://artesol.org.br/rede/artesanat o-brasileiro/, acesso em 13/10/2012.

Sampaio, H. (2005). Olhares Itinerantes: Reflexões sobre o artesanato e o consumo das tradições. São Paulo: Cadernos Arte Sol.

Serviço Brasileiro de Apoio as Micro e Pequenas Empresas. (2004). Termo de Referência do Programa Sebrae de Artesanato. Brasília: Sebrae.

Serviço Brasileiro de Apoio as Micro e Pequenas Empresas. (2010). Termo de Referência: atuação do Sistema Sebrae no artesanato. Brasília : Sebrae.

Talavera, A. S. (2003). Turismo Cultural, Culturas Turísticas. In: Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, v.9, n. 20.

Unesco Brasil. (2003). Políticas Culturais para o Desenvolvimento: uma base de dados para cultura. Brasília: UNESCO Brasil.Disponível em http://www.unicamp.br/cemarx/ANAIS%20IV%20COLOQUIO/comunica%E7%F5es/GT3/gt3m2c4.pdf acesso em 12 abril de 2012.